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Malukos Beleza

A Banda Malukos Beleza é uma proposta de trabalho musical que utiliza o repertório de alguns compositores da música popular brasileira, cujas letras fazem referência a temas que representam o universo do segmento social.

A banda é formada por pessoas que apresentam neurodiversidades, em sua totalidade, por portadoras de autismo (tea), síndrome de down, entre outras. Tem como objetivo mostrar a sociedade que todo o ser humano é capaz de construir conhecimento, cultura, arte e estar inserido produtiva e criativamente em qualquer espaço social, seja na escola ou no mercado de trabalho, independente de suas características.

O nome Malukos Beleza é uma licença poética do poema de Raul Seixas e foi escolhido por ser pertinente a proposta filosófica que está posta no trabalho que é justamente questionar os conceitos rígidos impostos pela sociedade capitalista e capacitista acerca do que se

padronizou como normalidade / anormalidade /

deficiência / eficiência / loucura.

​Malukos Beleza significa a subversão destes valores

e a valorização exatamente das diversidades e

singularidades que precisam ser cada vez mais

exercitadas e compartilhadas.

É bastante comum se referir às pessoas com transtornos psíquicos e cognitivos como loucas, malucas e anormais, mas o

"que é ser normal nesta sociedade”? 

O conceito de normalidade está baseado na tentativa ou no desejo de uniformização ou padronização das pessoas e sabemos que algumas diferenças são toleradas e aceitas em detrimento de outras.

Objetivo

14,5% da população brasileira tem algum tipo de deficiência, o que equivale a 25 milhões de pessoas que estão invisíveis, uma vez que não estão presentes nos diversos espaços públicos e sociais (clubes, escolas, cinemas, igrejas, shopping, etc).

Pensando neste fenômeno, um dos maiores objetivos do projeto Malukos Beleza é justamente dar visibilidade para esta população e mostrar que é possível interagir e conviver com as diferenças de cada um e que as pessoas com déficits intelectuais são capazes, inteligentes, talentosas, criativas e tem muito a oferecer para o crescimento de uma sociedade mais justa, solidária e inclusiva.

Assim, temos como compromisso estar presente apresentando o trabalho nos diversos locais da cidade, sejam eles eventos artísticos, culturais, simpósios, congressos, associações comunitárias, escolas e universidades de maneira a naturalizar o olhar da população para as diferenças e demonstrar na prática o enorme potencial intelectual e criativo da população com neurodiversidades.​

Ainda assim, a despeito de todas estas dificuldades, a banda continua se apresentando em bares, eventos, simpósios, escolas, com um espetáculo de 30 a 40 minutos de música brasileira (todos os integrantes tocam e cantam), executando obras de compositores de relevância no patrimônio

Sobre o projeto

​O projeto surgiu dentro da escola especial Elyseu Paglioli para os alunos matriculados (com déficits cognitivos) e também para aqueles alunos das escolas comuns da comunidade (sem déficits) que ficavam ociosos no contraturno de sua escolarização. Estes últimos, se inscreviam no início do ano (nas vagas remanescentes) para aprender junto durante todo o ano letivo, configurando o que podemos chamar de  inclusão reversa (pessoas sem déficits que frequentam o espaço escolar especializado).

 

Desta forma, contemplou outra demanda social importante que era oportunizar para aquela comunidade extremamente carente da região Cruzeiro/Cristal/Divisa um espaço saudável de interação e trocas, pois acreditamos no processo de aprendizagem e valorização da diversidade  não  como um problema, mas ao contrário como um valor.

Ocorre que a terminalidade da escolarização da escola especial se dá aos 21 anos (os componentes da banda tem entre 23 e 30 anos) e estes alunos com déficits que atingem a maioridade ficam sem escola e nenhum lugar de socialização e lazer. Desde então, o  projeto passou a acontecer de maneira voluntária, enfrentando todo o  tipo de obstáculo para se manter (equipamentos, espaço físico para ensaios e equipamentos, deslocamento dos integrantes, etc) e em busca de parcerias tanto do setor privado como público, a fim de viabilizar a manutenção do projeto.

Ainda assim, a despeito de todas estas dificuldades, a banda continua se apresentando em bares, eventos, simpósios, escolas, com um espetáculo de 30 a 40 minutos de música brasileira (todos os integrantes tocam e cantam), executando obras de compositores de relevância no patrimônio.

Membros da banda

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Lorenzo Ferreira

Vocal

Violão

Pandeiro

Thailline Aquino

Repinique

Backing vocal

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Andressa Capela

Vocalista

Suzi Guinchewski

Backing vocal

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Evelyn Oghata

Backing vocal

Lucas Rodrigues

Percussão (surdo)

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Dionata Espindola

Vocalista

Guitarra

Bateria

Franciele Appelt

Backing vocal

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Manuela Alves

Backing vocal

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Caetano Dorneles

Percussão (pandeiro)

Brayan Alves

Técnico de som

Percussão (agogô)

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Wagner Boaventura

Backing vocal

Laís Colpo Thedy

Backing vocal

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Rider Técnico

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